Um estudo conduzido pela Casa Civil do Governo Federal, baseado em dados atualizados até 2023, revelou que Mato Grosso enfrenta desafios significativos relacionados aos riscos de desastres naturais. Conforme os resultados dessa pesquisa, 40 municípios no estado encontram-se em uma situação de vulnerabilidade, demandando medidas proativas e coordenadas para mitigar tais ameaças.
Cuiabá, Várzea Grande e Sorriso emergem como áreas críticas, destacando a urgência de estratégias preventivas e de gestão de riscos nessas localidades, situadas a 420 quilômetros da capital mato-grossense.
A recente tragédia no Rio Grande do Sul, desencadeada por fortes chuvas que têm assolado o estado, lança uma luz crítica sobre a importância de uma abordagem proativa em relação à gestão de riscos e desastres naturais. Os eventos catastróficos vivenciados em municípios como Encanto, onde enchentes resultaram em inúmeras vítimas e danos materiais expressivos, evidenciam a necessidade premente de medidas preventivas e estratégias de preparação diante de eventos climáticos extremos. Imagens impactantes de veículos soterrados e áreas inundadas testemunham os efeitos devastadores desses eventos sobre as comunidades locais. O reconhecimento do estado de calamidade pelo governo federal sublinha a gravidade da situação e a urgência de uma resposta coordenada para minimizar os danos e fornecer assistência às áreas afetadas. Essa realidade no Rio Grande do Sul ressalta a importância crucial de investimentos em sistemas de alerta precoce e infraestrutura resiliente para enfrentar os desafios crescentes impostos pelas mudanças climáticas.
O estudo realizado adotou quatro critérios para identificar os municípios em situação de risco em Mato Grosso. Estes critérios incluíram a análise de cidades que enfrentaram mortes relacionadas a desastres entre 1991 e 2002, aquelas que tiveram 900 ou mais pessoas desalojadas, bem como áreas com pelo menos 500 habitantes em zonas de risco. Além disso, foi considerado o número de dias com chuvas acima de 50 milímetros, totalizando mais de 400 dias entre os anos de 1981 e 2022.
Em Mato Grosso, os municípios enfrentam uma variedade de riscos naturais que demandam atenção e ação coordenada para mitigar danos. Dentre eles, destacam-se:
Água Boa, Alta Floresta, Apiacás e Aripuanã, onde o risco de enxurradas e inundações é significativo. Em Barra do Garças, existe a ameaça adicional de deslizamentos de terra, além das enxurradas. Barão de Melgaço, Campo Novo do Parecis, Carlinda, Castanheira e Colniza também enfrentam riscos similares de enxurradas e inundação.
Comodoro, por sua vez, além do perigo de enxurradas, está sujeito a deslizamentos de terra. Confresa e Cotriguaçu enfrentam principalmente riscos de enxurrada, enquanto Cáceres e Cuiabá encaram uma combinação de deslizamentos, enxurradas e inundação.
Em Feliz Natal, a principal ameaça é a inundação, enquanto Juara, Juruena, Luciara, Matupá, Nova Bandeirante, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde, Nova Olímpia, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Paranatinga, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Rosário Oeste, Santa Terezinha, Santo Antônio do Leverger, São Félix do Araguaia, São José dos Quatro Marcos, Terra Nova do Norte, Vila Rica e Várzea Grande enfrentam riscos de enxurrada e inundação em graus variados.
Essas avaliações refletem a complexidade dos desafios enfrentados pelos municípios de Mato Grosso, evidenciando a necessidade urgente de implementar estratégias de prevenção e resposta a desastres naturais.
A coordenação entre os diversos níveis de governo e a mobilização da sociedade civil são essenciais para mitigar os riscos e proteger as comunidades vulneráveis. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais evidentes, investimentos em infraestrutura resiliente e sistemas de alerta precoce tornam-se imperativos para garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos.





























