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RECOMENDAÇÃO DO MP

Após vídeo com dinheiro, prefeita manda devassar gestão de Rogerinho no DAE

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), determinou uma investigação para apurar possíveis irregularidades na gestão do vereador Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB), durante o período em que esteve à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG). A medida ocorre após um vídeo em que o então presidente da autarquia aparece com maços de dinheiro e atende a uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT).

Por meio do Decreto nº 79/2026, publicado nesta semana, a Prefeitura determinou a abertura de uma sindicância e uma auditoria extraordinária para vasculhar contratos, pagamentos, processos e demais atos praticados durante a gestão de Rogerinho.

A sindicância terá como objetivo esclarecer a origem e o contexto dos fatos mostrados no vídeo, além de verificar se existe alguma ligação com dinheiro público do DAE ou com interesses de terceiros junto à autarquia.

A apuração será conduzida pela Comissão Permanente de Sindicância e Processos Administrativos Disciplinares, vinculada à Secretaria Municipal de Administração. O prazo inicial é de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, caso haja justificativa.

Auditoria vai revisar pagamentos

Além da sindicância, a Controladoria-Geral do Município (CGM) fará uma devassa nos contratos, pagamentos e atos administrativos realizados entre 2 de março e 19 de agosto deste ano, período em que Rogerinho comandou o DAE/VG.

A análise poderá ser ampliada para outros períodos se os auditores encontrarem documentos ou fatos que tenham relação com o caso. A Controladoria Interna do DAE também deverá auxiliar nos trabalhos.

DAE entra em regime especial

Como medida de controle, o DAE/VG ficará sob regime especial de acompanhamento durante 180 dias. Nesse período, os responsáveis pela investigação terão acesso às dependências da autarquia, sistemas, contratos, processos, documentos e demais informações necessárias para a apuração.

O decreto também proibiu pagamentos de despesas fora do sistema bancário oficial. A única exceção são os adiantamentos autorizados pela legislação municipal.

A investigação deverá apontar se houve irregularidades administrativas ou eventual utilização de recursos públicos durante o período em que Rogerinho esteve no comando da autarquia.

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