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'FUI A PRIMEIRA A FALAR'

Vídeo – Janaína Riva diz que denunciou supostas irregularidades e afirma que avanço da Operação reforça alertas feitos em 2025

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A deputada estadual Janaína Riva (MDB) afirmou, nesta quinta-feira (6), que o avanço da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, reforça as denúncias que, segundo ela, foram apresentadas ainda em 2025 sobre supostas irregularidades envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que não pretende recuar diante do caso e destacou que levou as denúncias aos órgãos de controle.

“Eu não me calei em 2025 e não vou me calar agora. Denunciei quando ninguém queria ouvir e protocolei em todos os órgãos de controle. Tentaram me boicotar, tentaram me parar, mas não conseguiram”, declarou.

Janaína também afirmou que, um ano após as primeiras denúncias, a investigação avançou e alcançou pessoas que, segundo ela, deveriam ser investigadas.

“Um ano depois, a investigação avançou e chegou onde precisava chegar. Dinheiro público não é assunto de bastidor, é assunto do povo. E eu não vou parar até que cada centavo seja devolvido”, disse.

A declaração foi publicada horas depois de a Polícia Federal deflagrar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos, além de suspeitas de lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

Entre os alvos da operação estão o ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Almeida, e o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda. Todos negam irregularidades e afirmam que irão colaborar com as investigações.

A Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas cautelares, como bloqueio de bens, quebra dos sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e proibição de saída do país. As investigações seguem em andamento.

 

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